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18 de jul. de 2016

Drink Spicyberry

Drink Spicyberry

    Tem dois anos que criei este drink e acabou se tornando um clássico. Sempre me pedem para fazer. Talvez a única dificuldade seja em encontrar a pimenta rosa. O suco de Cramberry é fácil de encontrar nos mercados e o seu sabor levemente amargo, contrasta com o cheiro da pimenta rosa e o limão.

Poivre-Rose

    Aroeira vermelha, planta originária de países como Brasil e Argentina, utilizada popularmente para chás e produção de óleos especiais.  Ao chegar na França foi descoberto que seu fruto rosa, comestível e utilizado na culinária, tinha características levemente picantes mas adocicada. Sendo de fácil digestão e pouca rejeição por ter pouca ardência.  Confere ao prato um cheiro agradável. Inicialmente este produto era exportado para França,  onde é considerado uma especiaria e só depois voltava para o Brasil, sendo importado com o nome de pimenta rosa ou Poivre - Rose. Hoje em dia é comum achar nos mercados. 

Ingredientes:

2 colheres (sopa) de pimenta rosa
3 colheres (sopa) de açúcar
1 limão taiti  (apenas o sumo)
2 doses de vodka
300 ml de suco de Cramberry

Modo de preparo:
  • Macerar a pimenta rosa com o açúcar,  de forma a exalar o cheiro da especiaria.
  • Espremer o suco de 1 limão e acrescentar a mistura do açúcar com a pimenta, por em uma coqueteleira ou pote de vidro com tampa.
  • Adicionar o suco a vodka e 1 copo cheio de gelo.
  • Misturar tudo até gelar a bebida.
  • Servem dois drinks.


17 de jul. de 2016

Bolo de banana com aveia de liquidificador

Bolo de banana com aveia e canela - liquidificador


    Vai receber visita e não fez nada? Quer comer um bolo rápido e sem trabalhar demais. Esta dica vai ajudar a quem não tem muita habilidades em fazer bolo. O cheiro fica muito bom. Por ter banana na massa, o bolo fica bem molhado, mas sem deixar de ficar aerado. Problema é comer uma fatia e não devorar todo o bolo.

Ingredientes:

4 ovos.
1 xícara (chá) de leite.
1 1/2 xícara (chá) de açúcar.
1/2 xícara (chá) de óleo (pode usar óleo de coco).
1/2 xícara (chá) de aveia em flocos finos.
1 colher (sopa) de Canela em pó.
2 xícaras (chá) de farinha de trigo.
1 colher ( sopa ) de fermento em pó químico.
3 bananas do tipo prata, maduras.

Modo de preparo:

  • Untar uma forma de bolo (furo no meio) com manteiga e polvilhar farinha de trigo. Deixar reservado.
  • Pré aquecer o forno à temperatura de 200°C.
  • No liquidificador adicionar os ovos (clara e gema), leite, açúcar, óleo, aveia, canela e bananas. Bater tudo no liquidificador por 2 minutos.
  • Por esta mistura em um recipiente e misturar com colher ou fuê,  o trigo e o fermento.
  • Despejar a mistura na forma já untada e inserir no forno por uma média de 50 minutos. Ao fazer 40 minutos, verificar se já está dourado na parte superior. Ele fica molhadinho, mas não pode ficar com a massa grudenta.
  • Esperar esfriar, desenformar e polvilhar com açúcar de confeiteiro com canela.

Dicas:
  • Pode ser usado farinha com fermento se tiver disponível.
  • Trigo não pode ser batido no liquidificador,  pois desenvolve o gluten e não é o que buscamos para o bolo.
  • Assim que o fermento entra em contato com o liquido, começa a reação química,  não podendo demorar a por no forno.
  • Quando for encher a forma de bolo,  lembre-se que o mesmo vai aumentar de tamanho,  levando como atenção,  não ultrapassar 3/4 da forma, sob risco de a massa transbordar e Melar todo o forno.
  • Gosto de comer este bolo quente, por isso desenformo e polvilho com açúcar e canela.

Arroz integral

Arroz integral

    A primeira vez que eu fiz arroz integral, foi uma decepção. Parecia uma eternidade e o arroz ficou todo grudado. Diante disso, passei um bom tempo sem querer saber de cozinhar esse tipo de arroz.

    Conversando uma certa vez com uma cozinheira de restaurante,  a mesma me informou que para o arroz ficar solto como os vistos em restaurantes, seria necessário refogar o arroz antes de cozinhar. Atualmente o arroz que mais como é o integral e nunca mais errei. Vou dar as dicas simples para quem não tem costume de cozinhar este tipo.

Ingredientes:

1 xícara (chá) de arroz integral
3 xícaras (chá) de água
1 colher (sopa)  de azeite de oliva
2 dentes de alho
Sal a gosto

Modo de preparo:
  • Picar os dois dentes de alho e refogar rapidamente no azeite de oliva, antes de dourar o alho, inserir o arroz integral e ficar mexendo, de forma a cobrir os grãos com o azeite e conferir o sabor do alho. Neste ponto pode ser posto o sal a gosto.
  • Continue mexendo sem parar.  Quando o arroz começar a pipocar, deve ser inserido a água e deixar cozinhando. Panela destampada, fogo médio. Leva em média 25 minutos para cozinhar. 
  • Quando o arroz começa a secar, costumo mexer para não grudar. Deixar secar toda a água.  Pode ser que grude um pouco de arroz na panela, o que não é ruim, desde que não se deixe queimar.
Dica:
  • Se quiser e tiver disponível,  pode cozinhar com  1 folha de louro que vai acrescentar um pouco mais de sabor.
  • Pode ser acrescentado no cozimento uma colher de chá de cúrcuma para saborizar e dar cor ao arroz.

15 de jul. de 2016

Espetinho de frango tailandês


Espetinhos de frango tailandês

    Recentemente após iniciar o Blog, recebi alguns pedidos de receitas rápidas, fáceis de fazer e que fossem light, pois atualmente muitos praticam esportes e querem manter uma dieta mais equilibrada e light. Nada mais prático e rápido de fazer que frango. Porém, comer frango com batata doce todos os dias é bem chato. Vamos fazer algumas variações deste item de boa proteína.

    Vale salientar que se quiser pular a parte de espetos e fazer todos juntos em uma assadeira, fica tão bom quanto. Neste caso os espetos é mais uma forma de apresentação que pode ser incorporada que causa um bom visual.

    Vamos precisar de alguns espetinhos de bambus, que podem ser adquiridos em mercados ou lojas de artigos para festas ou restaurantes. Se for usar espetos de madeiras, sugiro, deixar de molho na água por uns 20 minutos antes de espetar a carne. O bambu absorve pouco do liquido da carne escolhida.

    O uso de Gengibre aumenta o metabolismo no corpo, ajudando  queimar calorias, além de ser anti-inflamatório, ajudar na digestão e eliminar enjoos.

    O leite de coco, ajuda a aumentar a saciedade, regulando o desejo de comer mais que o necessário. Boa fonte de minerais como selênio e magnésio.

    Cúrcuma ou açafrão da terra, tem sido bastante pesquisado nos últimos tempos devido ao seu poder anti-inflamatório. Hoje consumido por atletas de alta performance, para recuperação das células musculares.

    Para que possamos incorporar bem o sabor do frango, devemos fazer o tempero e deixar marinando no molho que vamos preparar. basta incorporar o molho na carne e deixar em repouso por pelo menos 30 minutos.

Ingredientes:

1 kg de filé de peito de frango (neste caso usei o que chamam de sassami)
1 xícara de leite de coco
2 colheres de sopa de azeite de oliva
2 dentes de alho picados
2 colheres (chá) de gengibre fresco ralado ou substituir por uma colher (sopa) de gengibre em pó
1 colher (sopa) de páprica doce
1 colher de sopa de cúrcuma ou açafrão da terra
1 colher (sopa) de tomilho desidratado
1 colher (chá) de vinagre de arroz
Sal a gosto
200 g de cebolas para coquetel (mini cebolas)
2 pimentões verdes ou coloridos.

Modo de preparo:
  • Tirar a pele das mini cebolas e cortar em quatro partes, deixar reservado.
  • Retirar o miolo, sementes e partes brancas dos pimentões e cortar em cubos e deixar reservado.
  • Retirar a parte de nervo esbranquiçada na parte superior do peito de frango. picar em cubos no sentido transversal as fibras.
  • Preparação da marinada. devemos juntar o leite de coco, o azeite de oliva (se tiver disponível, pode substituir por óleo de coco), os dois dentes de alhos picados, a páprica, cúrcuma, gengibre, tomilho, vinagre e sal. Misturar tudo como um molho.
  • Espetar nesta ordem, intercalando, Frango, pimentão, frango, cebola, frango em cada espeto. Melar os espetos no molho e por todos em um refratário com tampa. ao concluir deixar descansar na geladeira por 30 minutos. Se quiser pular a etapa do espeto, pode misturar tudo com o molho e deixar marinar.
  • Para parte final de cocção, sugiro duas formas. Assar os espetos em uma frigideira antiaderente, sem uso de gordura, ou o que prefiro, por em uma assadeira e assar em forno pré aquecido por 30 minutos.
Espetinhos de frango tailandês marinado

Dicas:
  • Pode polvilhar gergelim sore os espetos no momento de assar.
  • Pode ser acrescentado um pouco de pimenta se gostar de gosto picante.
  • Se puder usar óleo de gergelim tostado, terá um sabor inesquecível.
  • Pode ser acompanhado do molho a seguir: 1 parte de molho Shoyu, outra parte de água, cebolinha picada e 1 colher (chá) de óleo de gergelim.

10 de jul. de 2016

Moqueca de peixe com camarão

Moqueca de peixe com camarão

O que é que a baiana tem?

    Tem sempre um amigo de outro estado fazendo esta pergunta, em tom de piada. Então vai algumas respostas. Sim, tem tudo o que é cantado na música famosa de Dorival Caymmi e muito mais.

    A Bahia entrou em minha vida de uma forma muito engraçada. A primeira vez que tive algum contato sobre a Bahia, foi quando meus pais fizeram uma viagem para Salvador. Não foi uma boa experiência e minha mãe falava coisas que eles não gostaram durante sua visita. Meu vizinho de Recife, o Sr. Roberto até hoje tem a convicção que não é um bom estado. Então vamos desmistificar um pouco desta história e entender porque eles estão enganados.

    Durante a época da Faculdade de engenharia em Recife, tive a honra de conhecer o José Augusto, baiano que foi radicado em Recife para estudar Bacharelado em Física, Junto com meu vizinho e amigo de Infância Sérgio Roberto. Nos divertiamos bastante. Foi uma fase muito boa de nossas vidas, início de fase adulta, um monte de dificuldades, grana curta, mas não faltavam histórias, viradas de noite jogando no PC, um pouco de álcool e Sempre histórias legais sobre a Bahia. Primeira barreira foi quebrada, ganhei um grande amigo para a vida toda.

   Em um dado momento de minha vida profissional, recebi um convite para fazer um trabalho que aparentemente seria temporário, onde deveria morar em Salvador. Então me dei conta que nunca tinha imaginado em morar na Bahia, cheguei a falar com Guga na época e ele deu risada e me falou que iria gostar da cidade. Foi a minha primeira vinda para região. Segunda Barreira foi quebrada quando de cara, fui muito bem recebido pelos baianos e pude conhecer um pouco de sua cultura, estilo de vida, pontos turísticos e gastronomia local.

    Pela segunda vez morando na Bahia, posso dizer que conheço este estado mais do que a maioria dos nativos pelo fato de estar sempre viajando, mas a Bahia é tão grande que estou sempre descobrindo coisas novas. Em um de meus roteiros de trabalho, fiz uma pausa em um povoado próximo a Valença, em um atalho que estava fazendo entre a BA 001 e a BR 101. Enquanto comprava uma água, pude perceber que o senhor que me atendia, vendia azeite de Dendê, afinal aquela região é conhecida como costa do dendê, com diversas plantações locais.

    Este sem dúvida foi o melhor azeite que já provei. De produção artesanal, é feito por uma senhora de 65 anos que produz apenas 18 litros deste azeite por semana. A mesma não usa prensa, no lugar, usa o tradicional pilão de madeira. Não preciso detalhar o quanto este Azeite é bom. Nem todos vão conseguir um azeite com estas características, mas segue a primeira dica. Quando o azeite é muito refinado, além de mais produtos químicos, o mesmo perde parte do sabor. Quando preciso comprar azeite em mercado, procuro um azeite que no fundo do recipiente, tenha coloração mais clara, como se fosse uma parte mais sólida. O sabor e a textura na moqueca são outras.

    Primeira atenção que falo aqui é sobre o uso do Azeite de Dendê. Acredite, no que estou falando e falo por experiência própria. Se não tem costume de comer este azeite, comece com pouco, a primeira experiência pode ser prazerosa, mas acabar rapidamente em um banheiro se não tiver acostumado. Nada que o tempo não resolva. Neste sentido, na Bahia existe dois pratos separados apenas por este ingrediente. No cardápio dos restaurantes temos "Ensopados" e "Moquecas" Toda Moqueca baiana, leva azeite. Se quer provar, e não correr riscos, solicite Ensopado e peça ao garçom para batizar com um fio do azeite. Eles vão entender.

Azeite de Dendê artesanal - Costa do dendê

    Leite de coco, outro ingrediente básico na moqueca baiana. Muitos restaurantes usam o leite de coco industrializado, mas acreditem nesta dica, o melhor é o leite de coco feito em casa, inclusive, podem deixar um pouco do coco ralado no leite, isto dará um pouco mais de textura ao molho. Depois faremos um artigo ensinado a fazer a extração do leite de coco.

Leite de coco

    Escolha do peixe é outra dica valiosa. Lembrem-se que o peixe vai ser cozido, mas precisam manter a forma, caso contrário vai ter um "Bobô". Os mais comuns nos restaurantes são "Pescada Amarela", "Badejo" e "Robalo", minha dica não é nenhum desses. Gosto de usar o "Cação", por ter a carne mais firme, pode ser cozinhado por mais tempo em fogo e aceitar reduzir o molho até encorpar e ganhar sabor, sem perder a forma (o que sobrar dá para comer a noite, basta esquentar). Nas cozinhas especializadas, os mesmos usam uma panela de barro e tem uma chama bem alta, o que faz que o prato seja cozido muito rápido e chegue na mesa muito quente e formato das postas inteiras.

    O peixe vem cortado em postas e geralmente servido com a pele envolvendo o peixe, não vou detalhar neste artigo como descamar o peixe. Vou deixar esta parte com o leitor, ou seu peixeiro favorito. Mas ninguém merece comer moqueca com escamas. Fica esta dica valiosa. Pulo do gato do cação é que por ser mais firme, já utilizo o filé sem a pele, que para muitos não é agradável e não ficam bem visualmente falando.

Filé de peixe Cação

    Pimenta, o que falar deste prato sem falar deste item... Impossível. Pensando em crianças e pessoas que não gostam, mas sem perder a tradição de incorporar este item. Recomendo o uso da pimenta de cheiro, disposta inteira, ao cozinhar vai desprender o sabor e cero, sem deixar picante. Para quem gosta de comer um pouco mais picante, pode picar 1 pimenta dedo de moça, sem as sementes e incorporar ao refogado.

Pimenta de cheiro


    Vamos parar de conversa fiada que hoje é domingo e vamos aos ingredientes e modo de preparo.

Ingredientes:

1 kg de Peixe (cação em postas tratadas e sem a pele).
1/2 kg de camarão sem a pele e sem a cabeça.
1 xícara (café) de azeite de dendê
500 ml de leite de coco.
3 tomates médias cortadas em rodelas, sem sementes
2 cebolas grandes cortado em rodelas
1 pimentão verde cortado em rodelas
1 xícara (chá) de coentro
2 unidades de pimenta de cheiro
1 xícara de coentro fresco picado
Sal a gosto

Modo de preparo:
  • Considere preparar o "mise en place" traduzindo, deixar tudo preparado para ganhar tempo, cortando o peixe e deixar por 10 minutos em sumo de limão e sal (não mais que isso, pois não queremos que o peixe fique ácido ou marine no sumo do limão, cortar as tomates, cebola, pimentão e o coentro.
  • Colocar um fio do azeite na panela larga e funda, costumo usar uma panela tipo "Wok", refogar as cebolas e o pimentão, adicionar os tomates, acrescentar as postas do peixe sem o sumo do limão, despejar o leite de coco e completar com um pouco de água até cobrir o peixe, por as duas pimentas de cheiro por cima. Por mais um fio de azeite, sempre nesta sequência. Deixar no fogo alto cozinhando. assim que o liquido secar, por o camarão (que não deve cozinhar por mais de 5 minutos), em seguida o restante do azeite de dendê e o coentro, testar o sabor do sal e complementar com mais sal se necessário.
  • O tempo de cozimento depende muito da chama de cada fogão, já fiz este prato em brasa de carvão e ficou muito bom e rápido. Nos restaurantes específicos de moqueca, devido a tão falada chama alta do fogo, eles não refoguem a cebola e pimentão, dispondo tudo na panela e cozinhando de uma única vez.

Moqueca preparada na beira mar, sobre uma churrasqueira portátil

Minha Self em um acampamento na praia, após fazer a Moqueca na beira na orla



9 de jul. de 2016

Cartola

Cartola

    Nosso Blog se chama cozinha pro mundo e por enquanto,  a maioria das postagens tem sido sobre comidas regionais, comida Nordestina,  comidas de Minha terra Pernambuco. Não parece, mas existe um sentido nisso tudo. Para que possamos saber para onde ir, devemos saber de onde viemos. Não seria correto aprender novas culturas sem antes conhecer minhas raízes.  Portanto, vamos fazer mais um post de comida regional sim! E que seja doce!

  Yes, nós temos bananas, muito açúcar, manteiga boa de fazenda, e nossa tão popular e mundialmente conhecida canela. Poucos ingredientes, poucas técnicas,  porém um sabor que só quem provou sabe o quanto é reconfortante.

    O agreste pernambucano é famoso pelo segmento leiteiro, produzindo Manteigas e queijos. Um desses queijos chama-se "Queijo Manteiga" posso chamar de iguaria, por ter um sabor tão característico e acentuado de manteiga. Na Bahia,  é popularmente chamado de "Requeijão". Posso afirmar um coisa,  existe uma diferença pequena entre os dois. O de Pernambuco é um pouco mais macio, a depender do tempo de maturação fica até mole, perdendo a forma (isso ocorre nos primeiros dias do queijo ser processado e é muito bom com um pedaço de pão quentinho).

    Quando morava em Pernambuco e viajava pelo sertão, costumava parar em uma pequena cidade, saindo poucos quilômetros da estrada, onde conhecia um produtor de queijo. Comprar um produto artesanal direto da fonte é sim considerado um luxo. Não se trata de preço,  mas de valor pelo produto.

   O queijo talvez seja o único ingrediente que possam ter dificuldade de encontrar em algumas regiões do país ou fora dele, porém se usar um queijo macio, mas que não perca muito a forma ao assar, pode substituir. NÃO FICA A MESMA COISA! Mas se não temos cão,  caçamos com gato mesmo.

Ingredientes:

3 bananas de tamanho médio maduras (firmes)
2 colheres (sopa de manteiga)
150 g de queijo manteiga ou requeijão sólido (fatia única de espessura média de um dedo mínimo, como referência)
4 colheres (sopa) cheias de açúcar
1 colher (chá) de Canela em pó

Modo de preparo:

  •  Vamos precisar de uma frigideira anti aderente para facilitar o processo e ter um bom resultado, mas conseguimos fazer com uma frigideira normal. Untar a mesma com 1 colher de manteiga, costumo usar menos quando for antiaderente.
  • Pegar as 3 bananas ainda com a casca e amassar levemente com a palma das mãos,  de forma a deixar as mesmas levemente achatadas. Isto facilitará o contato da fruta com a frigideira e o cozimento correto da mesma. A banana não pode ficar muito amassada, nem perder a estrutura,  se partindo ou abrindo ao meio. Muita atenção!
  • Usando a frigideira aquecida com a manteiga, vamos dourar as 3 bananas de uma única vez. Até ficar bem dourada. Se assar demais a banana fica muito mole e difícil de retirar da frigideira e montar o prato. Deve ser assado dos dois lados.
  • Limpar a frigideira antes de fazer a segunda etapa. Vamos assar a fatia grossa de queijo e se quer ter um acabamento profissional,  como dos restaurantes famosos da cidade, como O restaurante "Leite" sediado a décadas em Recife, deve passar o queijo na farinha de trigo, cobrindo todo o queijo. Bater para tirar o excesso e por para assar na manteiga. Não suar muita gordura, apenas o suficiente para cobrir toda a frigideira. Este processo irá selar o queijo, evitando que o mesmo grude ou derreta demais. Este sempre foi o meu erro quando fazia em casa e não me atentava para esta pequena dica. Após dourar dos dois lados, deve-se sobrepor o queijo sobre as bananas assadas. Seria como por um cobertor em uma cama, cobrindo toda a fruta.
  • Em um copo, ou pote pequeno com tampa, misturar o açúcar e a canela e misturar tudo, agitando ou misturando com uma colher. Cobrir o queijo com esta mistura e passar uma faca por cima para nivelar a camada de açúcar.  Se quiser, pode fazer uns riscos por cima, igual as que fiz na foto.

    Aproveitem bastante e se puderem dividam com alguém que goste muito. Um cafezinho coado vai super bem.
Ingredientes da Cartola

8 de jul. de 2016

Raisins à la crème fruit de la passion - Uvas com creme de Maracujá

Raisins à la crème fruit de la passion - Uvas com creme de Maracujá

Ingredientes:
  • 200 ml Creme de Leite com teor de gordura acima de 30%.
  • 2 Maracujás frescos de tamanho médio.
  • 200 g de Uvas frescas sem as sementes.
  • 3 colheres sopa) de açúcar.
  • 50 g de pistache.
Modo de preparo:
  • Retirar a polpa de 2 maracujás frescos bem maduros e passar  na peneira até sair o sumo concentrado sem as sementes (eu não tenho problemas com estas sementes e uso incorporando ao creme, acaba dando uma textura ao creme, sem alterar o sabor).
  • Em um Ball (refratário redondo), adicionar o creme de leite, (gelado de preferência) e adicionar o sumo do maracujá e o açúcar e bater com um fuê, ou batedor (pode fazer o processo em um processador de alimentos ou até mesmo na batedeira), o creme vai ganhando volume e ficando denso. A acidez do sumo vai reagir com o creme de leite. 
  • Por em um ramequim (refratário pequeno geralmente de porcelana) as uvas cortadas ao meio (sem a semente. Pode comprar a uva sem semente ou retirar a mesma quando corta-la ao meio) ou em uma taça de boca larga. Por metade do creme por cima de cada recipiente.
  • Quando for servir, decorar com alguns Pistaches e por um pouco da poupa do maracujá por cima.
Dicas:
  • Pode fazer este mesmo processo com frutas ácidas, como limão, tangerina, ...
  • Servir gelado.
  • No post relacionado ao Mousse de Cramberry, descrevemos mais detalhes deste processo simples.
Servem 2 pessoas

Mousse de Cranberry

Mousse de Cramberry

Final de semana chegando e bate aquela vontade de comer doce. Brigou com o namorado, a namorada, ... tá estressado!!! Sobrecarga de trabalho... Quem nunca se deparou com isso? Nessas horas você abre a geladeira ou armário e procura algo para comer e nada de achar. Vai preparar um jantar especial e não tem mais tempo de fazer a sobremesa...
Guardem esta dica. Com ela podem fazer muitas outras coisas e ainda fazer bonito. Quem disse que precisa ser complicado ou caro para ser bom?

Primeiro vamos explicar um processo básico para que entendam a técnica, desta forma podem inventar suas próprias receitas e ficar um expert nesta técnica. Vamos começar falando sobre leite. Isso mesmo! poxa, sou alérgico a lactose! Não tem problema, no mercado já temos muitos derivados de leite sem lactose, portanto sem desculpas. Como sabemos o leite tem gordura em sua composição, o que é muito importante para que tenhamos os demais derivados, como nata, creme de leite, manteiga, iogurte,... além disso conhecemos o processo de aglutinação do leite quando tem contato com algo ácido, o que chamamos de "coalhar", não deixa de ser um tipo de fermentação.
Que bonito tudo isso! Pois bem, vamos usar como base de nossa sobremesa o creme de leite.

Creme de leite, se formos ao mercado vamos encontrar muitas variedades, principalmente o famoso Creme de Leite Fresco. O que vai variar entre os tipos de creme de leite é o teor de gordura. O creme de leite fresco tem um pouco mais de gordura e é exatamente por isso que ao batermos, o mesmo fica aerado e produzimos o Chantilly. Já está começando a ficar gostoso. Porém, o creme de leite fresco, costuma ser um pouco mais caro e nem tão fácil de encontrar em alguns mercados. Agora já temos no mercado alguns cremes que não chegam a ter a mesma quantidade de gordura, mas tem mais que os mais tradicionais, alguns estão chamando o mesmo de creme de leite Gourmet e vou deixar a dica para vocês no final do Post para que possam buscar o mesmo. Se não achar um desses, podem utilizar o tradicional de latinha, desde que tirem o soro, porém não vai ter o mesmo resultado. (dica para tirar o soro da lata é gelar o creme de leite e quando estiver bem gelado, virem a lata ao contrário e abram a mesma. O soro vai estar separado. Basta jogar o soro)

Ingredientes:
  • 200 ml Creme de Leite com teor de gordura acima de 30%.
  • 100 g de Cramberry desidratado ou tipo passa.
  • 1/2 xícara de Calda de cereja tipo marrasquino
  • 1/2 limão (apenas o sumo peneirado)
  • 50 g de açúcar (ou 3 colheres de sopa cheias)
  • 200 ml de água
Modo de preparo:
  • Primeiro vamos preparar a calda. água, Cramberry, sumo de limão. Juntar tudo e deixar cozinhar por pelo menos 15 minutos. Completar a água ao final na mesma proporção, adicionar a calda de Marrasquino e o açúcar e voltar a ferver, até chegar na consistência de uma calda rala. Deixar esfriar. Verificar a dica para Calda no final do post.
  • Em um Ball (refratário redondo), adicionar o creme de leite, (gelado de preferência) e adicionar 4 colheres de sopa da calda e bater com um fuê, ou batedor (pode fazer o processo em um processador de alimentos ou até mesmo a batedeira), o creme vai ganhando volume e ficando denso. A acidez da calda vai reagir com o creme de leite. Quando tiver com a consistência de creme leve, pode adicionar e misturar os cramberrys cozidos (deixar uma colher de sopa reservada para decoração).
  • Por em um ramequim (refratário pequeno geralmente de porcelana) ou em uma taça de boca larga. por cima do creme, espalhar os Cramberrys que reservamos e por cima de tudo, o restante da calda. Deixar na geladeira até o momento de servir.
Dicas:
  • Para termos este vermelho mais intenso, caso queira, pode adicionar a calda, apenas uma gota de corante culinário vermelho em gel. Isto será necessário se quiser um resultado estético de maior contraste. Não recomendo usar, se não conhecer se seu convidado tem alergia. Melhor prevenir que ir ao hospital. O mais importante é o sabor. Sempre!
  • Pode fazer este mesmo processo com frutas ácidas, como limão, tangerina, maracujá,...
  • Daremos uma segunda opção feita com Maracujá e uvas que fica muito bom.
Serve 1 pessoa




7 de jul. de 2016

Linguine com Marisco Fresco

    Se tem algo que me faz feliz é comer algo que no mundo gastronômico é chamado de Confort Food (comida de conforto). Sabe aquele prato que se come e ao terminar nos sentimos felizes? Isso mesmo! Isto graças a nossos hormônios que são ativados, nos trazendo felicidade. Junte isso a uma memória afetiva e criamos uma bomba. A maioria destes pratos contém carboidratos e açúcar. Por isso devemos ter moderação...

    Este prato especificamente retrata o mediterrâneo europeu, região da Itália e países vizinhos, cercado pelo mar e boas comidas e bebidas. Come-se quase tudo que venha das águas salgadas e geladas. Comparadas ao nosso país de águas quentes e onde boa parte das capitais do país concentram-se em seu litoral banhado pelo atlântico, temos um contraste significativo, porém banhado pelo mesmo oceano.  Sabores frescos e intensos nos aguardam, principalmente quando andarmos na região nordeste do Brasil.

Linguine com Marisco Fresco

    Era verão na Bahia e minha turma decidiu seguir para o litoral norte, conhecido como linha verde, a estrada que delineia o litoral; seguida de várias praias sendo uma bem próxima da outra. Neste trajeto repleto de praias, temos uma em especial chamada de Barra do Jacuípe.  Praia com encontro do rio. Geralmente contratamos um barqueiro que nos leva a outra margem,  onde passamos o dia e no final da tarde  o mesmo vem nos buscar.

    Entre um drink e outro durante o dia, ficamos bebendo dentro da água e percebemos que a areia estava repleta de mariscos, o que me veio logo a idéia de aproveitar que estava na água, para ficar catando os mariscos e guardando em um copo. Logo o mesmo estava cheio e precisamos de outro recipiente. Ao voltar para casa, decidi preparar este prato tão simples mais ao mesmo tempo marcante. 

Margem de praia barra de Jacuípe -BA.

    Tudo bem que quase ninguém vai fazer o que eu fiz, de ficar na areia da praia catando mariscos, porém  ao comprar os mesmos, devemos ficar muito atentos ao quanto é fresco e de boa procedência. Tenha certeza que as conchas estejam fechadas e que não abram com facilidade. Esta característica evidência que os mesmos são frescos.  Lavar bem as conchas com água fresca usando uma escova. Pode ser usado mariscos sem as cascas,  mas acredite; o sabor não chega nem perto que cozinhar em seu próprio sumo.

    Uma vez passado esta etapa,  vamos para a próxima. 

Mariscos frescos lavados e escovados

    A escolha da massa acaba refletindo na aparência do prato e o quanto da massa terá contato com o molho, absorvendo seu sabor. Por este motivo escolhi o Linguine. Para quem não conhece os tipos de pasta, vamos exemplificar.

    Tipo de massa fina e achatada, de comprimento semelhante ao Espaguete. Seu nome significa "pequenas línguas" e originária da Itália.

Linguine


Ingredientes:

300 g de Pasta tipo Linguine
2 copos (500 ml) de mariscos com a casca
1 cebola grande em cubos pequenos
2 tomates médios em cubos pequenos
3 dentes de alho grande fatiado finamente ou picado
1 taça de vinho branco
1/2 xícara (chá) de cebolinha finamente picada
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de azeite
2 colheres de queijo parmesão ralado
Sal a gosto

Modo de preparo:
  • Primeiro passo que vou pedir é que sigam as dicas intencionais da lista de ingredientes, onde já proponho que deixem tudo picado e cortado, para ganharmos tempo. Se seguir este passo básico, este prato ficará pronto em +/- 25 minutos.
  • Em uma panela grande com 2 litros de água aproximadamente, vamos por para ferver, enquanto a aguá não ferve, vamos seguindo a receita do refogado que passaremos a seguir.
  • Enquanto a água ferve vamos refogar os demais ingredientes em uma panela de altura média (suficiente para refogar ingredientes e acrescentar a massa no final).
  • Derreter a manteiga junto com o azeite, acrescentar a cebola picada e refogar até a cebola ficar dourada; em seguida adicionamos o alho que não pode demorar refogando, evitando que seu gosto fique amargo.  Adicionar em seguida a cebolinha para refogar até as folhas murcharem, em seguida adicionamos os tomates picados, quando começar a amolecer os tomates, devemos adicionar os mariscos com casca e refogar até iniciar a abrir as conchas. Sempre mexendo.  Adicione o vinho e espere cozinhar um pouco para que o mesmo evapore o álcool e incorpore o sabor. Utilizar o sal a gosto.
  • Após a água ferver, devemos por um pouco de sal, recomendo que experimente a água que deve ter um sabor parecido como a água do mar. Inserir a pasta na água e mexer sem parar, soltando os fios da massa, evitando que grudem uma nas outras, o tempo necessário para massa começar a perder a forma rígida (se a massa for seca). Se usar massa fresca, deve-se ter o cuidado de por a massa aos poucos, soltando com um garfo em seguida.
  • Tempo de cozimento gira em torno de 12 min para massa seca e 8 minutos para massa fresca. Mesmo assim é uma referência que muda conforme padrão da massa escolhida. Melhor referência é provar a massa.


Mariscos refogados ao vinho


  • Escorrer a massa e por diretamente na panela com os demais ingredientes já refogados, misturando bem para que o molho incorpore na massa.
  • Empratar a massa e ralar queijo parmesão por cima para finalizar.

Linguine com Marisco Fresco

Dicas:
  • Primeira dica é não adicionar óleo ou azeite na água da massa acreditando que vai evitar grudar.
  • A melhor forma de saber se a massa está no ponto é quando você prova a massa, o centro ainda está um pouco esbranquiçada. Reforço que após escorrer da água, o calor continua a cocção e se considerarmos um pouco mais de calor quando for incorporar o molho na frigideira, deve ser considerado como tempo final de cozimento. Nunca esperem a massa ficar mole demais. Caso contrário, teremos uma "gororoba", nem um pouco agradável.
  • Não tenham medo de se lambuzar e pegar as conchas com as mãos. Não será falta de educação.
  • Mais um conselho. Esta massa cai muito bem se tiver uma boa companhia e uma taça de vinho, que pode ser a mesma usada no cozimento. Portanto, não economize no vinho. Quanto melhores os ingredientes, melhor será o sabor.

4 de jul. de 2016

Tomate para Molho

    Não tem como chegar na casa de minha mãe ou de minha vizinha dona Lúcia (posso chamar de segunda mãe), e não encontrar pelo menos um pote de molho de tomate feito em casa. Acredito até que minha mãe foi muito influenciada a fazer através de nossa vizinha, que sempre reclamou de um refluxo gastroesofágico e devido a isso tem uma alimentação mais alcalina. Esta não será a única vez que vou falar de Dona Lúcia,  uma vez que a mesma faz parte da família Sousa Leão, do qual temos o famoso e regional bolo Sousa Leão, classificado como patrimônio imaterial. Mas vamos por partes.

Podemos dizer que o mais importante para se cozinhar seria conhecer bem cada ingrediente utilizado. Quanto mais usamos e conhecemos algum ingrediente, mais intimidade temos com o mesmo e podemos utilizar e misturar com outros. Dentre os ingredientes atuais, poucos tem a versatilidade e a capacidade de dar sabor, cor e textura como o tomate.

    Se fossemos tratar de tipos diferentes e formas de uso, seria um texto tão grande, que prefiro tratar de forma diferente, de como utilizar de forma básica tal ingrediente tão adorado. Saladas, desidratados, defumados, molhos, ... quase que diariamente utilizamos em algum processo na cozinha.

Espaguete ao sugo

    Existem vários tipos de tomates, mas o que  vamos tratar aqui neste post será o do tipo italiano, mais indicado para molhos. De aparência mais alongada,  bem vermelho quando maduro e com poucas sementes. Uma acidez um pouco menor que alguns outros tipos de tomate, seria este o tipo mais indicado.

Segue imagem ilustrativa para facilitar a identificação.
Tomate tipo italiano

    Lembrete importante seria informar que o tomate é um dos produtos agrícolas que mais recebem agrotóxicos. Se for possível recomendamos o uso de tomates orgânicos. Caso não consiga, uma parte deste agrotóxico pode ser eliminado com a retirada da pele. Conforme instruções a seguir.

    Primeiro passo para retirar a pele é ferver água em panela grande, fazer um pequeno corte na extremidade do tomate em formato de "X". Quando a água estiver fervendo, imergir os tomates por cerca de 4 minutos. Escorrer com peneira e mergulhar em água gelada, com gelo se possível. Com a ajuda de uma pequena faca, retirar a pele que se desprenderá facilmente. Os tomates ficarão conforme imagem abaixo.

Tomate pelado

    Neste ponto os mesmos podem ser envazados para consumo posterior, desde que seja refrigerado ou congelado. Esta forma é comum ser encontrado em supermercado enlatados e na maior parte na seção de importados.

    Para fazermos o molho, precisamos tirar as sementes, que são pouco digestas e que irão conferir sabor pouco agradável. Ficará com este aparência.

Tomate pelado sem sementes

    Estes tomates limpos e retirados as sementes, se picados são chamados de "concassé " que podem ser usados de diversas formas, como em saladas, em uma massa fria acrescidas de embutidos... porém vamos dar mais um passo.

    Em uma panela funda e fogo baixo, acrescentar o correspondente a duas colheres de sopa cheia de azeite, por os tomates e refogar. Após 5 minutos devemos acrescentar água até cobrir os tomates e deixar cozinhar bem até que amoleçam,  se necessário acrescentar um pouco mais de água. Quando bem cozidos, deve-se adicionar uma colher de açúcar (para encobrir a acidez dos tomates) e mais uma boa colher de azeite e se disponível um pouco de tomilho que pode ser fresco ou desidratada. Neste ponto não costumo temperar com alho ou qualquer outro ingrediente, incluindo o sal, para não alterar o PH do molho. Se quiser um molho rústico,  pode usar desta forma.

    Se preferir um molho com acabamento mais liso, pode fazer de duas formas, usar um passador de tomates, muito tradicional na cozinha italiana ou bater em um processador ou liquidificador e depois em uma peneira. Quanto mais secar ao fogo, mais encorpado ficará. Sobre a cor, pode mudar de acordo com as cores dos tomates. Não espere encontrar cores fortes no molho caseiro, mas terão muito sabor e a certeza de que estão ingerindo algo natural, sem conservantes e de sabor muito melhor que os industrializados.


Molho de tomates rústico

Passador de tomates


29 de jun. de 2016

Bolo Pé de Moleque - Escuro com Castanhas



    Mês de Junho no Nordeste temos muito a comemorar, principalmente em anos que a seca é amena. Iniciamos a colheita de milho que foi plantado no outono, como principal ingrediente dos festejos juninos. Além disso, temos 3 Santos com datas comemorativas distintas, Santo Antônio, São João e São Pedro. Apesar de a comemoração ser nacional, cada estado tem uma cultura um pouco distinta das demais, de comidas, bebidas e hábitos. Neste post não vamos falar do milho, mas de um bolo muito consumido no estado de Pernambuco, neste período do ano.

    O bolo é conhecido como Pé de Moleque, mas por incrível que pareça, existem diversos bolos com o mesmo nome. Este é chamado de pé de moleque por ser um bolo escuro, como os pés de crianças descalças que correm soltos nos vilarejos de chão batido. Cada um tem uma receita distinta porém, em ambos serão encontrados alguns ingredientes básicos que caracterizam os sabores e cheiros de Melaço, café, Castanha e especiarias. Ornado de castanhas de caju sobre o topo do bolo, é impossível não reconhecer.
Abaixo segue sua receita que acompanha muito bem com uma xícara de café.

Ingredientes:

500 g de açúcar mascavo ou rapadura triturada
2 ¹/² xícaras (chá) de água
1/2 colher (sopa) de Café em pó solúvel
1/2 colher (sopa) de Canela em pó
1/2 colher (sopa) de Cravo triturado
1/2 colher (sopa) de Erva-doce triturada
1/2 xícara (chá) de manteiga
4 ovos
1/2 colher (chá) de sal
1 kg de massa de mandioca úmida e peneirada
2 xícaras (chá) de leite de coco
3 xícaras (chá) de castanha de caju (torrado e triturado (farinha de castanha)
100 g de castanhas de caju inteiras para decorar
50 g de farinha de trigo para polvilhar a forma do bolo.

Modo de preparo:
  • Pré aquecer o forno em temperatura média de 200º C.
  • Untar uma forma de bolo com manteiga e polvilhar a farinha de trigo para que possa soltar da forma facilmente, preferencialmente uma forma de furo central, como uma forma de pudim. Caso não tenha pode ser utilizado uma forma estilo assadeira.
  • Refogar em uma frigideira o cravo da índia e a erva-doce, em fogo baixo até desprender o cheiro destas especiarias.
  • Bater no liquidificador o açúcar mascavo com a água, café, canela, cravo e erva-doce.
  • Voltar esta mistura ao fogo até ferver e tornar-se uma calda. Acrescente a manteiga e deixe esfriar, este processo fará com que os sabores das especiarias se acentuem. Ao esfriar, deve ser peneirado para tirar os pedaços de cravo e erva doce que não são agradáveis para algumas pessoas ao mastigar.
  • Bater os ovos inteiros com o sal até espumar. Não precisa se preocupar em criar muita espuma, pois a característica deste bolo é ser mais firme e úmido. Acrescentar manualmente a massa de mandioca, com ajuda de uma colher. Aos poucos vá acrescentando o leite de coco até tornar-se uma única massa, volte a acrescentar a calda, já fria neste momento, ao final devemos acrescentar o último ingrediente, a castanha triturada. Misturar até ficar uniforme.
  • Despejar aos poucos a massa na forma de bolo já untada de manteiga, decorar a parte superior do bolo com as castanhas inteiras, de forma aleatória ou ordenada, desde que queira manter um padrão. Levar ao forno por um tempo médio de 1 hora e 40 minutos.
Conselho importante: Como cada forno tem um comportamento diferente e o tamanho da forma e modelo podem influenciar no tempo. Checar se o bolo está pronto 20 minutos antes. Utilizando um palito de madeira. Ao puxar, o palito deve apresentar pouca massa aderida a madeira. Caracterizando que o bolo está cozido. Se estiver, bom, pode retirar do forno e esperar esfriar. Caso ainda esteja crú, pode deixar por mais 20 minutos, mas deve checar a cada 10 minutos até checar o cozimento necessário. O bolo deve ser desenformado e servido com as castanhas visíveis na parte superior.

Aproveitem bem esta receita.

23 de jun. de 2016

Munguzá ou Canjica (no Sul e Sudeste do Brasil)

Munguzá

Se existe uma lembrança boa de infância era acordar cedo e se perguntar o que teríamos para o café da manhã. Meu sempre dizia que a principal refeição do dia era o desjejum. Minha mãe sempre variava o cardápio, mas na maioria da vezes com um cardápio bem regional. Um dos pratos era o Munguzá (no sudeste do Brasil é chamado de Canjica). O que ficava impressionado era com a disposição que minha mãe acordava cedo para preparar este prato, uma vez que o milho não cozinha tão rápido. Na verdade acordar cedo já era um costume e se segue até hoje.
"Comer como um Rei, almoçar como um Príncipe e jantar como Plebeu"
 Ingredientes:

500 gr de milho descascado próprio para este uso
2 Xícaras (chá) de açúcar
1 pintada de Sal
1 canela em pau
200 ml de leite de coco
2 L de água

Modo de preparo: 

  • Deixar o milho de molho na água, preferencialmente por 8 horas. Lavar o milho e trocar a água até perceber que a mesma está ficando translúcida (soltando pouco amido).
  • Cozinhar em uma panela de pressão grande (3 litros), a água, o milho, o pau de canela e a pintada de Sal. Deve cozinhar por aproximadamente 40 minutos em fogo médio.
  • Após tirar a pressão da panela, acrescentar o açúcar e leite de coco. Voltar ao fogo medo e deixar ferver por 5 minutos. Se achar necessário, pode acrescentar um pouco mais de água para encontrar a consistência que achar mais agradável. Algumas pessoas gostam de comer ele como um caldo, outros como uma papa. Esta receita não fica muito doce, portanto caso ache necessário, pode adicionar mais açúcar.

Dicas:

  • A receita pode ser incrementada acrescentando 1 lata de leite condensado e COCO ralado (pode ser o seco). Ao esfriar este prato tende a ficar com consistência mais sólida, devido ao amido presente no milho. Basta acrescentar um pouco de água ou leite de vaca e esquentar que ele volta ao normal.
  • Seguir o passo a passo de cozimento, será mais rápido. Nâo cozinhem todos os ingredientes juntos na panela de pressão acreditando que vai ganhar tempo. Pode acabar grudando todo o milho no fundo da panela. Caso não tenha panela de pressão, pode fazer em panela normal, mas informo que demora um pouco mais.
  • Só acrescentar o açúcar e leite de COCO após o milho estar ao dente.

Aproveitem. 

22 de jun. de 2016

Manjar de Coco com calda de ameixa

Manjar de coco com calda de ameixa

De tanto amor, morri!

    Soa engraçado dizer esta frase, mas descobri ainda cedo que não se pode ter tudo na vida de uma única vez. Vamos aos fatos...

    Em minha casa éramos quatro. Minha mãe,  meu pai, minha irmã mais nova e claro, eu. Além disso meu pai tinha os filhos do seu primeiro casamento, que eram três, porém mais velhos e já independentes. Um deles, o mais novo, tinha casado recentemente e ainda estava curtindo a sua lua de mel.  

    Meus pais frequentemente viajavam. Em uma dessas viagens, para visitar parentes na Áustria, como não encontraram uma pessoa para ficar conosco pediram para os recém casados cuidarem de nós,  em um período aproximado de 1 mês. Por enquanto tudo tranquilo e sem surpresas; foi até muito legal este período.

    Como acontece na maioria dos casamentos, as mulheres costumam agradar seus maridos cozinhando algo diferente. Neste caso era um doce conhecido como Manjar de Coco. Este doce é tipo um flan, porém  feito com leite de coco, em formato de pudim e regado com calda de ameixa em conserva. Sobremesa simples e sem mistérios.

    Acordava cedo, ia para escola, voltava na hora do almoço e ...
No primeiro dia que chegamos da escola,  já sinto aquele cheiro forte e gostoso de doce (ao cozinhar o leite de coco, o cheiro se espalha na cozinha). Após o almoço,  comemos o primeiro Manjar. Isto se repetiu nos dias seguintes... Segundo dia, terceiro,  quarto, quinto...
Os dias se seguiam e continuávamos comendo Manjar. Era praticamente um por dia!

    Não sei exatamente quantos dias se repetiram, mas um belo dia quando chego em casa e sinto o cheiro do leite de coco, fiquei um pouco nauseado. Tomei meu banho, guardei os livros e fui almoçar. O almoço estava tranquilo, mas quando vejo aquele Manjar e provo a primeira colherada, nossa... meu mundo parou. Não consegui engolir. Passei mal, muito mesmo e foi quando percebi que minha cota de manjar de Coco tinha acabado.  Criei uma total aversão a este prato, mesmo tendo uma paixão tão forte.  Acredito que não era amor, era paixão e logo se acabou.

    Vai uma receita de Manjar, simples, fácil e rápida de fazer. Espero que gostem e recomendo que não o façam com tanta frequência,  mas não deixem de provar.

Receita:

Para o Manjar
1 lata de leite condensado light 410g
1 medida de leite de coco (usar a mesma lata do leite condensado)
2 medidas de leite de vaca (usar a mesma lata do leite condensado) 
1/2 xícara (chá) de amido de milho

Para a Calda
1 lata de ameixa em conserva
1 unidade de canela em pau
1 xícara (chá) de açúcar

Modo de preparo:

  • Untar a forma com óleo de cozinha, para facilitar a desforma e deixar reservado.
  • Em um liquidificador adicionar o leite condensado, leite de coco, leite de vaca e o amido de milho. Bater o suficiente para incorporar o amido sem fazer espuma (se bater demais a mistura começa a espumar). Por na panela em fogo  médio e ficar mexendo sem parar até o creme começar a engrossar. Após começar a ferver, continuar mexendo por mais 5 minutos. Despejar na forma escolhida, esperar esfriar um pouco, antes por na geladeira.
  • Ferver uma xícara de água com um pedaço de pau de canela por 5 minutos, deixar em infusão por 30 minutos para incorporar bem o sabor da canela no chá. Adicionar o açúcar até derreter e tornar-se uma calda rala, acrescentar as ameixa enlatadas nesta mistura, junto com a calda e ferver por mais 5 minutos. Deixar esfriar. 
  • Após gelado, que deve levar umas 4 hora em média. Por em um refratário e decorar com a calda e as ameixas.
  • Atenção ao desformar evitando que se quebre e fique mal apresentado. Pode ser usado formas de silicone com imagens diferentes.






Rende 12 porções.

20 de jun. de 2016

Drink Pinarol

Pinarol

    Vamos iniciar este Blog com um Drink para brindar as novidades que deverão surgir daqui para frente. Como estamos começando do Zero, nada mais Justo que uma bebida autoral. E acreditem, fácil, rápido e requer poucos ingredientes. O nome foi sugestivo, Pina + Aperol, nem sempre a criatividade ajuda, sabemos bem disso, porém se vocês testarem esta receita e gostarem, podem sugerir um novo nome, quem sabe não tenhamos um novo nome de batismo.

Ingredientes:
  • Abacaxi fresco - 1 abacaxi pequeno
  • Açúcar - 4 colheres (sopa)
  • Gelo - Suficiente para encher 2 copos de gelo
  • Aperol - 2 doses
Modo de preparo:

  • Macerar o abacaxi com o açúcar até dissolver o açúcar e extrair o sumo da fruta.
  • Adicionar o gelo e o Aperol. Misturar bastante até gelar o drink.
  • Usar uma taça Flute, de preferência, ou um copo longo.
  • O drink pode ser peneirado caso queira um aspecto mais clean.
  • Porém gosto da textura da fruta.
  • Decorar o copo com uma folha do abacaxi.
Dicas:
  • Se preferir um drink mesmo doce e o abacaxi esteja bem maduro, podem ignorar o açúcar, ou podem substituir por um adoçante de sua preferência. Não vai ajudar a perder peso, mas diminui a quantidade de ingestão calórica.
  • Caso tenha um evento mais sofisticado, sugiro que peneirem o drink, tirando a poupa do abacaxi. Particularmente gosto de comer a fruta que fica no copo, mas nem toda ocasião vai permitir esta informalidade.


Servem dois drinks